SÃO JOSÉ, DISPONÍVEL Á VONTADE DE DEUS
Pe. José Antonio Bertolin, osj
São José Marello tinha em seu programa de vida a uniformidade completa à vontade de Deus e este era concretamente o sinal norteador para conduzí-lo à perfeição, ou seja, para viver a santidade. Cumprir a vontade de Deus era-lhe o meio para santificar-se. De fato, ele depois de viver um período de sua vida, quando ainda jovem, distante dos valores que nortearam toda a sua luta para a busca da santidade, ao tomar consciência da vontade Divina, jogou-se completamente num esforço contínuo e heróico no exercício das virtudes cristãs e na oferta total de si a Deus na imitação de Maria Mãe de Jesus e de São José seu modelo.
Claro era o seu desejo de corresponder ao Senhor na busca da santidade que podemos tê-lo como vir desiderorum, o homem de desejos profundos e concreto no exercício da busca da santidade e ter o desejo, querer ser santo, foi o primeiro passo necessário para depois consolidar aquela decisão de empreender um caminho e com o firme propósito percorre-lo até o fim.
O desejo latente de tornar-se santo que pulsava no coração do Marello fazia com que ele visse na “união da nossa vontade a Deus como o nosso único trabalho na terra, com aprendizado da união que culminará no céu. Tudo o mais deve depender dela” (C 88). Este seu desejo consistia num impulso consciente e decidido eu o transportava a servir-se de todos os meios para atingir o seu objetivo proposto.
A vontade de Deus é que sejamos santos e o Marello vivia em sua vida e sentia em seu coração este imperativo cristão como algo mais exigente, ou seja, não apenas ser santo, mas ser grande santo. Este conceito da busca de uma grande santidade para o nosso Fundador não consistia na simples prática de coisas extraordinárias, mas fundamentalmente em fazer em cada coisa a vontade de Deus, sejam coisas aparentosas, sejam coisas simples; de fato ele dizia: “Nada é vil, mas tudo é precioso, quando se cumpre a vontade de Deus... Deus não tem necessidade de obras grandiosas, mas espera que apenas façamos a sua vontade”.
Esta determinação em cumprir sempre a vontade de Deus objetivando de forma concreta a busca da santidade, ele jamais a desprezou em sua vida, muito mais nos acontecimentos marcados de provações e de dores, aliás, nestas ocasiões melhor se manifestou o seu espírito magnânimo de compreensão e de aceitação da vontade de Deus, particularmente nas adversidades diante de sua Congregação que inicia dar os primeiros passos.
Uma outra consideração a respeito do empenho do Marello em cumprir sempre a vontade de Deus, é que ele transmitiu esse seu espírito, como de fato um Fundador de uma família religiosa, transmite aos seus filhos o seu “código genético”, aos membros de sua nascente Congregação. Eis que ele disse ao Irmão Felipe Navore, quando este se encontrava em sérias dificuldades no prosseguimento de seus estudos: “Se Deus quiser fazer de você um santo como um Félix de Cantalice, seria uma grande graça e tu serias dele um companheiro no Paraíso, acima de tantos inteligentes... Se a semelhança deste grande Patrono (São José) tivesses que servir Jesus em encargos modestos e inferiores àqueles de São Pedro, pensarás que o humilde Guarda de Jesus está no céu em um lugar mais elevado que o grande Apóstolo”.
Esta atitude que permeou toda a vida do Marello o tornou uma pessoa amável e plena de paz, por isso o próprio Irmão Navore testemunha que o Marello “estava totalmente submetido à vontade de Deus e mesmo que lhe sucedesse qualquer coisa não perdia a calma e a paz”.
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