Experiência libertadora de amizade.
As cartas revelam sobretudo, um aspecto fundamental da vida do jovem Marello: a experiência de uma amizade intensa e fraternal. É na experiência da amizade, de fato com alguns colegas de classe que a sua personalidade encontra o caminho para abrir-se, comunicar, expandir, em todas as riquezas de suas inspirações e possibilidades humanas e espirituais. É um aspecto importantíssimo na sua aproximação ao sacerdócio, pois para o Presbítero Diocesano, uma forte experiência de amizade fraterna com os confrades é necessária para construir uma personalidade que, fundada sobre profundas e sólidas convicções interiores, amadurecem através de relações humanas sempre mais caracterizadas para total gratuidade. Para o Marello a amizade com os confrades é a alegria partilhada de uma vida que encontrou finalmente no sacerdócio plenitude de sentido e fim pelo qual se expandisse com total gratuidade de dom.
Mas, nesta experiência juvenil do Marello de uma vida, que ao mesmo se expande e se re-encontra, emerge outro componente secundário, mas sempre caracterizante e significativa: os espaços, os horizonte, ambiente humano de sua cidade que lhe permite seja proximidade de relacionamentos humanos, seja com tanto vivo, e imediato com a natureza. Aquela paisagem com profundidade que abre sobre o infinito e beleza sempre novas e contínua mudança, lhe permite experiências contemplativas e de liberdade. Todavia, é a humanidade viva do ambiente que o atrai e o envolve, é proximidade das pessoas que lhe permite os encontros mais enriquecedores: o pároco, os parentes, os vizinhos, o pessoal que encontra e sente tão familiar.
É a humanidade vista ao vivo e tão de perto que torna-se fonte inexaurível de inspirações e descrições, de reflexões e mediação que sente a necessidade de reviver e comunicar e partilhar. A carta é ainda um instrumento mais apropriado seja para reviver, seja para partilhar.
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