Nos 17 anos que convivi com amável presença de Dom Marello, tive provas evidentes e constantes que ele tinha um coração sinceramente amante de todas as pessoas com as quais tinha que tratar.
Deus, que queria fazer dele um modelo daquele amor mútuo “dilectio ad invicem”, que recomendou tanto, até chamá-lo o seu mandamento especial e que devia ser como que o distintivo dos seus seguidores, tinha dado a ele um coração muito inclinado ao amor e ao bem.
Vittorio, irmão de Dom Marello, testemunha que desde a adolescência, quando justamente se age mais por inclinação natural que pela razão, o seu José privava-se muitas vezes do café da manhã para partilhar com os pobres, e que tendo inteligência aguda ajudava os seus colegas nas tarefas escolares.
No Seminário, era generoso em ajudar os seus colegas necessitados com a mesada que o pai lhe passava e por isso o pai se queixava com doçura com ele dizendo-lhe: “Zezinho, você me esvazia os bolsos”. Não somente ajudava com dinheiro, mas também com roupas. Às queixas do pai , respondia: “Tu sabes papai, que eu sou o assistente e tenho o dever de pensar àqueles clérigos que são mais necessitados”. Aceitando essas razões, o pai não negava nada ao seu José, que era o seu orgulho.
Dom Marello amou com ternura de filho aquele grande Bispo, que foi Dom Carlo Sávio de quem foi fiel secretário, por três anos, e com a direção espiritual dele fez admiráveis passos no caminho do Senhor. Ainda me parece de vê-lo acompanhar comovido o esquife de sue amantíssimo Bispo no lugar da última morada, beijar mais vezes o caixão e molhá-lo de lágrimas antes de ser colocado no jazido.
Imenso foi também o amor que teve para com o seu irmão Vittorio. Quando ele ficou viúvo da primeira mulher, participou intimamente a sua dor; e quando depois casou-se a segunda vez, participou da sua alegria e para alegrá-lo foi até San Martinho Alfieri para abençoar o matrimonio. Amou também os familiares de Dom Sávio. De fato, certo Corino Giuseppe, testemunhou que seu pai, que tinha sido empregado do mesmo Dom Savio, louvava muitas vezes a bondade do Marello.
Amou também os colegas e os superiores todos do Seminário de Asti, com os quais conviveu por diversos anos. Seja por cartas, como a viva voz interessava-se deles, os convidava a passar alguns dias com ele e lhes demonstrava em tais ocasiões uma grande cordialidade e um intenso afeto.
Não falo do amor aos seus pobres, que chamava os seus tesouros. Nem falo do amor à sua Congregação, sacerdotes, irmãos, seminaristas menores. Como se alegrava quando podia passar alguns momentos com eles! Durante os anos do seu episcopado os convidava na sua estância de Strevi, para juntos passar alguns dias das férias de verão.
Nem menor era a ternura para com os seus diocesanos, especialmente depois o superior do Seminário e os párocos, os escutava amavelmente, partilhava profundamente de suas alegrias e tristezas, falava bem de todos. Os clérigos eram os seus prediletos, os conhecia um a um e tinha se alegrava muito quando se entretinha com eles.
Uma qualidade toda particular tinha o amor de Dom Marello, e era aqui cada uma das pessoas amadas podia pensar de ser a predileta daquele grande coração.
Parece-me por isso, que Dom Marello possa ser justamente considerado como Modelo de amor ao próximo.
Fonte:
A Caridade de Dom Marello
Pe. João Batista Cortona, OSJ (Primeiro Superior Geral)
Deus, que queria fazer dele um modelo daquele amor mútuo “dilectio ad invicem”, que recomendou tanto, até chamá-lo o seu mandamento especial e que devia ser como que o distintivo dos seus seguidores, tinha dado a ele um coração muito inclinado ao amor e ao bem.
Vittorio, irmão de Dom Marello, testemunha que desde a adolescência, quando justamente se age mais por inclinação natural que pela razão, o seu José privava-se muitas vezes do café da manhã para partilhar com os pobres, e que tendo inteligência aguda ajudava os seus colegas nas tarefas escolares.
No Seminário, era generoso em ajudar os seus colegas necessitados com a mesada que o pai lhe passava e por isso o pai se queixava com doçura com ele dizendo-lhe: “Zezinho, você me esvazia os bolsos”. Não somente ajudava com dinheiro, mas também com roupas. Às queixas do pai , respondia: “Tu sabes papai, que eu sou o assistente e tenho o dever de pensar àqueles clérigos que são mais necessitados”. Aceitando essas razões, o pai não negava nada ao seu José, que era o seu orgulho.
Dom Marello amou com ternura de filho aquele grande Bispo, que foi Dom Carlo Sávio de quem foi fiel secretário, por três anos, e com a direção espiritual dele fez admiráveis passos no caminho do Senhor. Ainda me parece de vê-lo acompanhar comovido o esquife de sue amantíssimo Bispo no lugar da última morada, beijar mais vezes o caixão e molhá-lo de lágrimas antes de ser colocado no jazido.
Imenso foi também o amor que teve para com o seu irmão Vittorio. Quando ele ficou viúvo da primeira mulher, participou intimamente a sua dor; e quando depois casou-se a segunda vez, participou da sua alegria e para alegrá-lo foi até San Martinho Alfieri para abençoar o matrimonio. Amou também os familiares de Dom Sávio. De fato, certo Corino Giuseppe, testemunhou que seu pai, que tinha sido empregado do mesmo Dom Savio, louvava muitas vezes a bondade do Marello.
Amou também os colegas e os superiores todos do Seminário de Asti, com os quais conviveu por diversos anos. Seja por cartas, como a viva voz interessava-se deles, os convidava a passar alguns dias com ele e lhes demonstrava em tais ocasiões uma grande cordialidade e um intenso afeto.
Não falo do amor aos seus pobres, que chamava os seus tesouros. Nem falo do amor à sua Congregação, sacerdotes, irmãos, seminaristas menores. Como se alegrava quando podia passar alguns momentos com eles! Durante os anos do seu episcopado os convidava na sua estância de Strevi, para juntos passar alguns dias das férias de verão.
Nem menor era a ternura para com os seus diocesanos, especialmente depois o superior do Seminário e os párocos, os escutava amavelmente, partilhava profundamente de suas alegrias e tristezas, falava bem de todos. Os clérigos eram os seus prediletos, os conhecia um a um e tinha se alegrava muito quando se entretinha com eles.
Uma qualidade toda particular tinha o amor de Dom Marello, e era aqui cada uma das pessoas amadas podia pensar de ser a predileta daquele grande coração.
Parece-me por isso, que Dom Marello possa ser justamente considerado como Modelo de amor ao próximo.
Fonte:
A Caridade de Dom Marello
Pe. João Batista Cortona, OSJ (Primeiro Superior Geral)
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