É uma outra grande característica da espiritualidade marelliana, o amor à Virgem Maria.
A idéia fixa é esta: a Mãe de Deus é também a nossa mãe.
Ele tem de Nossa Senhora um profundo conhecimento: de suas prerrogativas e de sua missão.
A idéia fixa é esta: a Mãe de Deus é também a nossa mãe.
Ele tem de Nossa Senhora um profundo conhecimento: de suas prerrogativas e de sua missão.
A sua confiança em Maria é comovente: "Dilatemos o nosso coração e atiremo-nos com terna confiança aos braços de Maria! Ela não nos abandonará!".
O célebre teólogo Garrigou-Lagrange, OP, escreve do Marello: "O Fundador dos Oblatos de São José foi um filho predileto de Maria. Vê-se realizar na sua vida que diz São Luís Grignon de Monfort a respeito dos predestinados. Ela os ama, os guia, os protege e os defende, e intercede eficazmente em seu favor. Ela faz por meio deles grandes coisas, porém conservando-lhes a convicção de que são servos inúteis".
Como São José, Nossa Senhora está presente como protagonista na vida e nas obras do Marello.
Por isso ele não se cansa nunca de falar de Maria. Repetirá: "Nunca se ama Maria o bastante!".
Maria é o caminho para ir a Jesus: "Procuremos colocar tudo nas mãos de Maria, para que ela apresente tudo a Jesus".
Toda a sua vida é guiada por Maria: desde a idade de 12 anos, em 1856, aos pés de Nossa Senhora da Misericórdia de Savona, quando a invoca e a sente como mãe muito terna e solícita; durante a sua não fácil vida atribulada, até em 30 de maio de 1895, quando retorna pela última vez ao seu santuário de Savona para colocar em suas mãos a jornada terrena, rica de obras, de amor, de sofrimentos e de santidade.
Repetirá tantas vezes: "O nome de Maria é luz nas trevas,escudo nos combates, refúgio nos perigos, conforto nas tribulações e nas penas. Olha a estrela, invoca Maria! Mãe, conduze-me a Jesus!".
Toda ocasião era boa para o Bispo Marello expor com serenidade a doutrina sobre a Virgem: modelo e guia para toda obra evangelizadora, ela que foi a primeira evangelizada e a primeira evangelizadora.
A oração de Maria lhe saía expontânea do coração. Era devotíssmo do Rosário, que recitava com amor e inculcava com a palavra persuasiva e com o espírito.
Tinha sempre à frente Maria como uma mestra e o seu esforço era imitá-la nas virtudes, das quais ela é espelho limpíssimo.
Maria, mãe de misericórdia e mãe das dores: nesta luz mariana, plena de amor, emergia o Marello: "Ó Maria, nós gostamos de contemplar-te na atitude de Rainha das Dores, aos pés de Jesus crucificado. Encontramo-nos em um vale de lárgrimas e a nosso coração aflito encontra maior conforto repousando sobre teu coração desolado, ó Maria!".
Se nós compararmos o lema de Karol Wojtyla como Bispo, conservado quanto era Cardeal e quando Papa João Paulo II: "Totus tuus", como aquele do Bispo Marello: "Iter para tutum", temos um feliz início de uma pequena Mariologia, eficaz e sugestiva: o abandono em Maria e a certeza de um caminho seguro sob a poderosa proteção da Virgem Maria.
Fonte:
José Marello, um Santo para a Juventude
Un Testimone del sua Tempo, de Giovanni Galliano (Asti - 1989)
Fonte:
José Marello, um Santo para a Juventude
Pe. Giovanni Battista Erittu, OSJ e Pe. Roberto Agostinho, OSJ
Congregação dos Oblatos de São JoséUn Testimone del sua Tempo, de Giovanni Galliano (Asti - 1989)

Nenhum comentário:
Postar um comentário