José Marello e sua calma imperturbável.

Marello possuía uma calma imperturbável e a prova é que na quarta-feira de cinzas de 1887, enquanto celebrava a missa de manhã com a igreja de Santa Chiara lotada, de repente sentiu-se um forte tremor de terra e ele calmo e sereno com a âmbula nas mãos pedia calma para todos os presentes. 

Suas palavras nasciam de seu coração. Desarmava as pessoas com a amabilidade de suas palavras e o sorriso de seus lábios. Era de tal modo pouco preocupado consigo que Dom Sávio se divertia em dizer-lhe que tinha os cabelos tão mal cortados que pareciam a escadaria da Catedral de San Giovanni de Turim, mas ele se desculpava dizendo que ia cortar os cabelos com um barbeiro já idoso e quase cego, para poder ajudar-lhe dado que este não tinha mais quase nenhum freguês. 

Seus sapatos eram acalcanhados e com o bico quadrado, e alguém lhe dizia que eram fora de moda mas ele respondia que voltariam à moda. 

Além de comer pouco, não reclamava da comida, tanto é verdade que certa vez foi-lhe servida uma sopa preparada com óleo ranço e ele a tomou sem demonstrar nenhuma dificuldade e depois ao ser interrogado como estava a sopa ele respondeu que dava para tomá-la.

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