A atitude de amor ao Papa e de fidelidade à Igreja, tão enraizada e forte no Marello, faz parte da sua espiritualidade.
"Viva o Papa Infalível!". É um grito de alegria e de amor. Nesta expressão existe todo um entusiasmo pelo Vigário de Cristo.
Conheceu dois papas: Pio IX e Leão XIII e foi conquistado por ambos. Duas personalidades diferentes, com carismas diferentes, com perspectivas definidas, vividos ambos em tempos dificílimos (porém quando a Igreja viveu tempos fáceis?), ambos iluminados pelo mesmo Espírito, ambos amantes da justiça e da paz, ambos grandes mestres da verade, ambos mártires no coração.
A permanência em roma durante a celebração do Concílio Vaticano I lhe dá oportunidade de aproximar-se de Pio IX e também de conhecer o Cardeal Pecci, que será depois Leão XIII. Entusiasmou-se com ele, ainda no plano humano, e depois ele, homem de fé, no plano religioso o vê como sucessor de Pedro, Vigário de Cristo, Mestre da Verdade.
No Marello domina um pensamento teológico interessante sobre a pessoa do Papa. Ele vê representado não só São Pedro, do qual o papa é sucessor, mas toda a Igreja, da qual o papa é o Chefe; todos os fiéis, dos quais o papa é o Pai, o Mestre; o próprio Jesus Cristo, do qual o papa é o Vigário Visível.
Nutria um verdadeiro afeto pelo papa e explodia em expressões e em demonstrações de profunda devoção.
O Marello, antes como sacerdote e depois como bispo, conhece e vive os sofrimentos e as angústias dos seus dois papas. Reza e faz rezar por eles. Apresenta o papa como "Grande Pai Comum".
Quando teve a sorte de ser recebido pela primeira vez por Pio IX, sente-se emocionado e comovido. Escreve: "A audiência do papa que tive sorte de ver, de ouvir, de estar à vontade e sozinho com meu Bispo em seu escritório particular e, aquilo que é mais importante, na noite do Santo Natal (quantas circunstâncias preciosíssimas e que não saem da minha memória!!!), me obrigaria a escrever duas folhas para desabafar plenamente os afetos que suscitam no coração aquela dulcíssima recordação".
A veneração e o entusiasm pelo Papa Pio IX se transferem intactos para o Papa Leão XIII, que o nomeará Bispo de Acqüi e junto ao qual se encontrará mais vezes.
Assim recorda a primeira audiência por ocasiãp da sua Sagração Episcopal, escrevendo de roma: "Agora à tarde finalmente ver de perto o Santo Padre, beijar sua mão, conversar com ele, das cinco e meia às seis e quarenta e cinco, e escutar da boca do Vigário de Jesus Cristo palavras de vida. Oh, quanta coragem infundida no coração a presença daquele Santo Velhinho! Que conselhos salutares! Que sábias normas de vida espiscopal! Que incitações à caridade, à mansidão, à constância de propósitos e sobretudo à prudência evangélica!".
Naqueles tempos difíceis de lutas contra o Papa, de incertezas e também deserções de sacerdotes, desviados por idéias políticas e filosóficas, o Marello, fiel ao Papa e à Igreja, escrevia com viva convicção e força: "Os sacerdotes deveriam sempr permanecer unidos ao papa ao custo de qualquer sacrifício".
O Bispo Marello conhece muito bem a teologia da Igreja: mistério e instituição. É também estudioso da história eclesiástica. Tem idéias muito claras e se diria que antecipa a visão atual da eclesiologia:
-Igreja: serviço
-Igreja: comunhão
-Igreja: testemunho
À Igreja local que está em Acqüi e à sua congregação que é missionária no mundo, o Marello soube inculcar e transmitir este precioso conhecimento da Igreja e da sua missão, este ardente espírito de união e de fidelidade à Igreja de Roma e ao Papa.
É uma bela e gloriosa prerrogativa dos Oblatos de São José o seu fervoroso e generoso amor ao Papa.
Também em sua diocese o Bispo Marello comunicava e apresentava escrupulosamente todas as leis, decretos e pronunciamentos da Santa Sé.
A palavra e a vontade do papa era para ele palavra e vontade de Deus: a acolhe com amor e empenho.
Escreve: "Será plenamente admitido tudo aquilo quanto a Sé Apostólica quiser definir ou aconselhar".
Dois aspectos da Igreja são particularmente caros e vivos no Marello e na sua ação pastoral: a unidade e a missionariedade da Igreja.
Por cerca de cinco anos pela sua Igreja Acqüense e pelos seus Oblatos sempre, o Marello infatigavelmente, com os seus esforços, com os seus sacrifícios, com o seu exemplo, com as suas orações pela Igreja do Senhor, insiste sobre este empenho pessoal e comunitário: "Construir uma Igreja unida ao redor do Papa, construí-la na fé e no amor, realizar a comunhão eclesial, não com a crítica, não com a dissenção corrosiva, mas com a bondade, com a concórdia, com colaboração".
Na Espiritualidade Marelliana, tão rica e diversificada, o amor ao Papa e a fidelidade à Igreja permanecem como fundamentos inabaláveis.
Fonte:
Un Testimone del sua Tempo, de Giovanni Galliano (Asti - 1989)
Fonte:
José Marello, um Santo para a Juventude
Pe. Giovanni Battista Erittu, OSJ e Pe. Roberto Agostinho, OSJ
Congregação dos Oblatos de São JoséUn Testimone del sua Tempo, de Giovanni Galliano (Asti - 1989)

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